Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus; e nós somos. Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu a ele. Amados, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem essa esperança purifica-se, assim como ele é puro.
Todo aquele que pratica o pecado também pratica a transgressão da lei, pois o pecado é transgressão da lei. E vocês sabem que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca; todo aquele que peca não lhe viu nem o conheceu. Filhos meus, não vos enganeis; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo tem pecado desde o princípio. O Filho de Deus se manifestou com este propósito: destruir as obras do diabo. Ninguém que é nascido de Deus pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; e não pode pecar, pois é nascido de Deus.
O trecho nos convida a olhar para a identidade que temos em Cristo e a esperança de uma manifestação futura que nos transforma. Se somos filhos de Deus, nossa vida deve refletir essa realidade: uma justiça que nasce da comunhão com ele, uma luta contra o pecado que não provém da mera vontade, mas da obra de Deus em nós. Essa realidade não é para nos fazermos superiores, mas para vivermos com humildade e confiança na graça que nos sustenta a cada dia, especialmente quando o mundo não entende nosso relacionamento com ele.
Para o domingo 19, lembremos a motivação final: permanecer na fé produz uma purificação que aponta para a semelhança com Cristo. Que nossa esperança não seja passageira, mas ativa em obediência, santidade e amor prático, para que, ao vermos os outros, possamos mostrar essa esperança e incentivar a buscar a Deus em toda a verdade, com fé perseverante e alegria no Senhor.