Em Mateus 5:4-16 Jesus nos apresenta um quadro do reino onde os que choram recebem consolo, os humildes herdam a terra e os que têm fome e sede de justiça são saciados. Ao meditar nessas palavras (23 e 26 de abril), a cena é clara: o Senhor abençoa disposições do coração que dependem d'Ele e anunciam Sua presença entre os humildes, os misericordiosos e os que buscam a pureza. Esta proclamação não é uma lista moralista, mas a descrição da comunidade transformada por Cristo.
O ensino continua com um chamado à vocação pública: «Vocês são o sal da terra» e «a luz do mundo». Ser sal implica conservar o sabor e curar desde a diferença; ser luz implica visibilidade, boa obra e atração para o Pai. Praticar essas imagens significa que nossas ações diárias —compaixão prática, justiça no trato, perdão constante— devem nos distinguir para que outros glorifiquem a Deus, não para nossa vanglória.
As bem-aventuranças traçam também o caminho prático: chorar honestamente nos abre ao consolo divino; a humildade forma comunidades onde a justiça se realiza; a misericórdia cria círculos onde se recebe misericórdia; a pureza de coração nos permite ver a Deus no meio da vida cotidiana. Os que procuram a paz e suportam perseguição por causa da justiça mostram que o reino já está agindo; portanto, cuidemos de nossas atitudes, alimentemos a fome de justiça com oração e obras, e busquemos a reconciliação em nossas relações concretas.
Diante de insultos, perseguição ou desgaste, Jesus nos ordena regozijar-nos pela recompensa no céu e nos encarrega de ser sal e luz aqui e agora. Viva estas bem-aventuranças de maneira prática: console, incline-se, busque justiça, mostre misericórdia, purifique o seu coração e promova a paz; assim sua vida testemunhará o reino e glorificará o Pai. Ânimo: persevere e brilhe por Cristo!