Correr para Cristo, não para a coroa

Bendito seja o Deus da nossa salvação. Ao ler as palavras de Paulo — «Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé» — não perdemos de vista que seu testemunho não coloca a meta no esforço humano, mas no Senhor que nos salva. A carreira cristã ganha sentido e direção quando entendemos que não é o troféu que nos completa, mas o próprio Cristo, nossa plenitude e amado.

Viver focados nele significa permitir que sua presença e sua graça marquem cada passo. Não se trata de um ativismo espiritual que busca mérito, mas de uma dependência cotidiana: é Cristo quem nos dá coragem, quem sustenta a fé guardada em meio à luta, quem renova nossas forças para perseverar. Pratique, então, olhar para Jesus todas as manhãs, pedir-lhe coragem para o dia e confiança para a noite.

Paulo também fala de uma coroa de justiça reservada pelo Senhor, o Juiz justo, e acrescenta que essa recompensa não é só para ele, mas para «todos os que amam a sua vinda». Isto nos lembra que a esperança cristã é compartilhada: a expectativa de seu retorno nos encoraja a viver com integridade e a buscar a comunhão fraterna, pedindo e mostrando presença uns aos outros, assim como Paulo desejava ver Timóteo.

Que esta verdade te impulsione a correr com os olhos postos em Cristo mais do que em qualquer prêmio; que o teu anseio seja conhecê-lo e amá-lo, sabendo que Ele é a tua plenitude e te sustenta com coragem dia após dia. Corre com esperança: o Senhor, Juiz justo, tem preparada a recompensa, e enquanto aguardamos, Ele nos fortalece para permanecermos fiéis. Amém.