Eles, conhecedores do decreto de Deus de que os que praticam tais coisas são dignos de morte, não apenas as praticam, mas também aprovam os que as praticam. Essa realidade nos confronta com uma pergunta central: o que dizemos quando a verdade de Deus é clara e nossa ação vai na contramão? Em Cristo, a Palavra que se fez carne, vemos o chamado a uma vida que não fica na condenação, mas que busca a graça que transforma o coração, para que a justiça de Deus se manifeste em nosso modo de viver.
Cristo não veio para aprovar a condenação daqueles que praticam o mal, mas para abrir um caminho de reconciliação e santidade. Em sua morte e ressurreição se revela a esperança de que a graça de Deus pode trazer vida onde havia morte. A Bíblia nos convida a não nos conformarmos com este mundo, mas a sermos transformados pela renovação da mente, para discernir qual é a vontade boa, agradável e perfeita de Deus. Nele encontramos a força para dizer sim à verdade e não ao engano, sim à justiça e não à cumplicidade com o pecado, sim à vida que honra ao Pai.
No cotidiano, a verdadeira fé se demonstra em decisões simples porém profundas: onde colocamos nossa aprovação, o que olhamos, o que ouvimos, com quem nos associamos e a que valores damos voz. Se temos permitido, consciente ou inconscientemente, aprovar aquilo que agrada à carne, voltemos os olhos para Cristo, nosso Redentor, que nos chama ao arrependimento e à obediência. Pratiquemos a misericórdia, vivamos em santidade e deixemos que o amor de Deus nos molde para que nossas ações reflitam a graça recebida. Que cada dia, pela obra do Espírito, o mundo veja que há uma vida nova em Cristo e que, com entusiasmo apostólico, caminhamos em direção à plenitude da vontade de Deus, com esperança e ânimo.